Publicado por: ACarla em: 21/04/2012
Eu acordei meio-dia. Porque minha mãe às onze e meia me perguntou: “Tá tudo bem?!” Faltou-me ânimo pra responder: “Tá não…” Separei as apostilas para estudar. Nisso já era uma da tarde. Fiz o arroz, tomei banho, almocei. Duas horas. Já havia me mudado para o quarto dos pais quando o meu pai querido diz: “Eu vou tirar um cochilo, mas pode continuar aqui.” Melhor não, pensei comigo. Mudei-me para a sala. Ele não deita. Em vez disso, fica entrando e saindo (pela porta da sala), e falando alto com a minha mãe e minha tia (ainda na sala). Eu volto pro quarto – sou esperta o suficiente pra ir só com a apostila que estou lendo, o caderno e uma caneta. Ele resolve se deitar. Respondo a uma questão. Três horas. Começo a ler outra apostila. Meus parentes estão fazendo toda a gritaria e barulheira que antecede a saída deles. Os cachorros entram no coro. Eles vão embora. A apostila é um pé no saco. Tento outra. Ainda outra. Só mais uma. Resolvo ler os resumos das epopeias. Percebo que consigo responder (mesmo que mais-ou-menos) à primeira pergunta. Minhas pernas formigam. Eu levanto. Como um chocolate (não me julguem). Respondo a questão. Chega uma amiga da minha mãe. Cinco horas. Vamos ao mercado.
Se Homero e Virgílio não estivessem já bem mortos, eu matava eles…
Publicado por: ACarla em: 20/04/2012
A última estrofe do poema “O Corvo”, de Edgar Allan Poe, em inglês e em três versões em português.
Original
And the Raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seemimg of a demon’s that is dreaming,
And the lamplight o’er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul out that shadow that lies floating on the floor.
Shall be lifted – nevermore!
Fernando Pessoa
E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh’alma dessa sombra, que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á… nunca mais!
Haroldo de Campos
E o corvo, sem revôo, pára e pousa, pára e pousa
No pálido busto de Palas, justo sobre meus umbrais;
E seus olhos têm o fogo de um demônio que repousa,
E o lampião no soalho faz, torvo, a sombra onde ele jaz;
E minha alma dos refolhos dessa sombra onde ele jaz
Ergue o vôo – nunca mais!
Machado de Assis
E o corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e, fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!
Publicado por: ACarla em: 30/03/2012
“I” porque realmente o nome da disciplina é “Introdução aos Estudos Clássicos I” e porque eu imagino (e espero) que venham outras…
Na aula de terça: Professor retoma a leitura da Odisseia no verso errado, TODO MUNDO levanta a cabeça, ele se dá conta e diz: “Eu fiz isso pra ver se vocês estavam prestando atenção…”
Na aula de quinta: Professor escreve a palavra “ninguém” em grego, só que errado, mas NINGUÉM repara. Quando ele percebe o erro, vai lá e corrige enquanto fala: “Eu fiz isso pra ver se vocês estavam atentos, vocês não estavam…”
Em aulas anteriores:
Após ler a Bibliografia que será utilizada nesse semestre e dar-se conta que a maioria dos livros/artigos são de professores “da casa” (ou seja, da USP), ele me solta: “Esse é um curso muito caseiro…”
Quando uma aluna comenta algo escrito na introdução do livro: “Ah! Eu não li a introdução do livro…”
Devo estar esquecendo de alguma, além das que são impublicáveis, e das que perdem a graça fora do contexto…
Publicado por: ACarla em: 30/03/2012
Querida sexta-feira linda do meu coração. Como está?! Espero que bem. Como você já deve saber, esse mês não tem sido dos melhores pra mim. Ele nunca é (problemas antigos com o mês de Março, sabe como é). Mas o atual tem sido infinitamente pior que os demais. Não é necessário (nem saudável) discorrer sobre as causas disso. Basta que você saiba que hoje não é um bom dia para tudo acontecer. Não é. Já me basta os previstos, que são dolorosos, mas esperados. Hoje não é dia para imprevisto nem no singular, que dirá no plural. E muito menos se forem imprevistos dessa magnitude. Ficamos combinadas assim: o dia passa beeem rápido, eu faço tudo que tenho que fazer (porque se eu fizesse só o que eu quero, nem aqui eu estava escrevendo), e mais nada acontece, ok?! Pode ser?! Tranquilo?!
Publicado por: ACarla em: 18/03/2012
Esse não é um blog sobre unhas (mas se eu quiser, se tornará, porque eu que mando nessa bagaça – mas no momento não quero). Mas é um blog sobre mim, e como esse fim-de-semana eu passei tentando pintar minhas unhas da mão, esse post será sobre isso.
Normalmente eu não faço minhas unhas. Na verdade, eu não faço minhas unhas nunca. Eu pago uma manicure pra fazer isso. E no momento eu desejo uma manicure mais do que um namorado, um gato ou a caixa com todas as temporadas de Friends.
Não vou ficar aqui chorando pela manicure que casou e foi pra bem longe (Karina – uma saudade), ou sobre a que deixou de fazer unhas (Mayre). O caso é que eu tinha marcado com alguém pra fazer minhas unhas mas infelizmente houve um imprevisto e ela não pode fazer.
Eu já tinha passado uma semana com esmalte vencido (mais de uma semana nas mãos) e uma semana sem esmalte nas unhas (a propósito, dizem que é muito bom deixar a unha “descansar” de esmaltes de tempos em tempos, mas no meu caso foi pura falta de tempo mesmo). Já estava incomodada com a falta de cor nas unhas…
Por isso, resolvi pintar eu mesma minhas unhas. Eh! FUN FUN FUN!!! Ehhhhhhh… Não. Eu já havia feito isso duas vezes antes, tinham sido traumáticas, mas até que ficaram boas. Só que dessa vez eu resolvi pintar de VERMELHO – detalhe: não sei limpar os cantinhos. E em vez de pintar uma unha (a anelar) diferente como eu sempre faço, eu quis fazer uma inglesinha (francesinha colorida). É, eu sei, sou louca.
Alie isso a minha falta de paciência e o estrago está feito. Fiz A LAMBANÇA nas minhas unhas, ficaram todas borradas e com os cantos mal-limpos. Mas era sábado a noite, who cares?! Domingo de manhã eu vi que não poderia ir trabalhar com as unhas naquele estado. Isso significa que eu tirei tudo e passei só uma base, ou um nude, certo?! Errado, claro. Tive a brilhante ideia de passar um craquelado vermelho (hahaha) por cima, já que pra ficar com aparência de desleixo, que fosse de propósito. E a ideia foi realmente brilhante, porque ficou até bem legal.
Mas craquelado é fosco, e eu queria brilho. Fui passar uma cobertura brilhante por cima, e virou uma meleca. Pensei: “Óbvio Ana, você precisa passar a cobertura específica pra craquelados…” Ela se chama cristalizador, é meio esquisitinha – e SIM, eu tenho uma cobertura específica pra craquelados, eu tenho uma coleção de esmaltes que eu comprei com o meu dinheiro (fora os presentes de mamãe), e NINGUÉM tem nada que ver com isso, obrigada. Mas com o cristalizador ficou uma meleca do mesmo jeito. O que fazer quando você já tentou tudo e mais um pouco? Desiste?! Tira tudo e faz de novo?! Não, não. PASSA UM FLOCADO POR CIMA. Já que estava uma festa só, com 150 camadas de esmalte nas unhas, que diferença faria um flocado, certo?!
FEZ A DIFERENÇA. Ficou bom. Não vou falar que ficou ótimo, porque eu já usei flocado em situações menos “adversas” e com certeza ele fica muito melhor; mas ele cumpriu o propósito ao qual se destinou hoje.
Os cantos continuam muito mal-limpos, mas como minha mãe disse, o flocado deu uma boa disfarçada nisso…
Esmaltes Utilizados:
NS Star – Passion Red
Beauty Color – Felina
Big Universo – Magma (craquelado)
Colorama Cobertura Intensificadora da Cor (conhecido como o roxinho) – só passei no mindinho
Mohda – Cristalizador
Hits Speciallitá – Lambada (Flocado)
Obs.: Só esqueci de colocar a base aí, foi a nova do AVON (eu curti bastante…)
E enquanto eu pintava minhas unhas no sábado a noite, eu ouvia o CD dessas lindezas… *-*
Publicado por: ACarla em: 15/03/2012
O Professor ontem: “Todo mundo aqui conhece a banda de Rock Pink Floyd, certo?! E o álbum mais conhecido deles? Isso mesmo, The Dark Side Of The Moon. Me descrevam a capa do disco. Isso, num fundo preto, um triângulo, um ‘prisma’, de um lado um feixe de luz, e quantas cores saem do outro lado do ‘prisma’?! Sete?! Não, são seis cores.”
“Por que são seis cores, classe?!” Depois de várias tentativas, um colega acerta: “Porque para os ingleses tem seis cores.” A resposta está certa, apesar de simplista. A verdade é que os ingleses classificam anil e roxo como sendo a mesma cor – purple. Por isso o arco-íris dos falantes de língua inglesa tem seis cores.
Esse é um exemplo de como é difícil fazer uma tradução “fiel” de uma língua pra outra.
Estou apaixonada pela área de linguística!
Publicado por: ACarla em: 10/02/2012
E não é mesmo. Meu problema com dentistas é o mesmo que com os professores de geografia – não é nada contra a pessoa, só com a profissão dela (no caso dos professores de geografia, não é nem com a profissão de professor, mas com a disciplina ministrada). E eu confirmo que não é nada pessoal porque eu já tive uns… alguns professores de geografia, e já passei por trocentos dentistas, e nunca gostei de nenhum.
Well… mentira isso. Teve um dentista que eu simpatizei, mas foi o que extraiu meu primeiro siso, e como o siso estava me incomodando, e ele o tirou e só, nem conta. E teve também um professor de geografia que eu gostei, mas acho que ele não ensinava geografia, só ficava paquerando as meninas…
Mas voltando aos dentistas, eu tinha uma consulta marcada pra hoje. E só não desmarquei porque isso me daria um “gancho” no convênio de 60 dias (luxo que não posso me dar) e ainda teria que pagar a consulta (outro luxo). Então eu fui, com toda boa vontade e felicidade do mundo – só que ao contrário.
Dentista novo, a voz era bonita, mas a pessoa não. Ele era careca e barbado, e embora essa combinação seja certeira, não sei se é o fato de ele ser dentista, ou o fato de além disso ele usar aquela toquinha de dentista (ele é careca! pra que toquinha?!), só sei que não curti o dentista.
No consultório odontológico do convênio toca alpha fm – na sala do dentista. Não na sala de espera. Ali tem uma TV e revistas (e GIBIS!). Mas na sala do dentista toca alpha fm. Então ele me explicava o que tinha de ser feito e me perguntava desde quando meu dente tinha quebrado (falei “não sei”, o que é verdade, só não completei com um “faz tanto tempo…”), e eu ia ouvindo J-Lo – uma lentinha dela, eu apostaria em “Glad”, mas agora não tenho certeza…
Fui pagar o serviço (o convênio não cobre tudo), voltei pra sala dele (nem pra primeiro fazer e depois eu ir pagar, né?! mas tudo bem) e iniciamos a tortura o tratamento.
Depois disso eu não consegui ouvir mais a rádio porque os aparelhos fazem tanto barulho, isso sem contar o “sugador de baba água”, que não sugava nada e quase me fez engasgar uma par de vezes, sem contar a baba água escorrendo pelo meu pescoço – e o dentista nem aí… (senti falta da Dra. Tina nesse momento, embora dentista como todos os outros, ela me parecia mais cuidadosa – isso porque ela era dentista infantil, e eu passei com ela até os meus… 19 ou vinte anos, sei lá…)
Anestesia de dentista – é realmente necessária?! (Não respondam) Como dói! Ontem eu fui tirar sangue, e embora tenha quase desmaiado em cima do enfermeiro (que não era gatinho, e dava uma pinta danada – essa mesmo que vocês estão pensando -, mas foi um doce e me deixou ficar no lugar até meus pés voltarem a reconhecer o chão), acho que preferia tirar sangue todo mês em vez de ir ao dentista – ou não.
O mais legal é que o procedimento dura meia hora, mas a anestesia dura a tarde toda. E a sensação que se tem é que sei lábio inchou até ficar do tamanho do da Lana Del Rey, seu nariz bloqueia e você respira com dificuldade, e você perde a coordenação motora da fala. Só que nada disso acontece, e você fica olhando pros outros como se eles percebessem tudo isso que você tá sentindo, e os outros te olham como se você fosse um babaca – o que você realmente é, naquele momento.
Aí o dentista molha toda a sua cara, porque não basta o pescoço molhado e você engasgando. Há necessidade de tanta humilhação?!
Já temos consulta marcada pra semana-que-vem, quando extrairemos meu último dente do siso. Estamos felizes, sim, claro, ou com certeza?! (Só que não)
Até pensei em postar a J-Lo, mas não confirmo a música que ouvi no dentista – e assim eu tenho a desculpa perfeita pra por Lana aqui… hahaha (Como se eu precisa de desculpas pra isso, o blog é meu mesmo…)
Publicado por: ACarla em: 05/02/2012
“Oh these dreams are forever”
Passei na FUVEST. Difícil acreditar. Ainda. Quando eu vejo meu nome naquela lista, ainda não entendo plenamente o que significa. Vai ver porque sonhei muito com isso. E porque acreditei que sonhos não se realizavam. Nunca. Ou talvez seja porque achei que não daria certo. Que eu não conseguiria passar no vestibular mais concorrido do país. Que não conseguiria nem fazer a prova. Ou até a inscrição pra ela. Ou ainda porque pensava que não devia fazer faculdade. Que seria uma preocupação a mais. Que eu não tinha tempo, ânimo ou capacidade pra isso. Eu desisti muitas vezes antes de tentar. Eu cheguei a me inscrever uma vez e não prestar. Eu pensei todos esses anos em me inscrever novamente, mas nunca o fiz. Até ano passado.
O que mudou ano passado?! Nada. Tudo. Desejos devem ser como fogos. Alguns o tempo trata de apagar. Outros o tempo só aumenta. Esse o tempo aumentou. Ele passou anos escondido, mas sendo alimentado. Provavelmente a escolha da carreira seja algo que nem eu saiba explicar. Não fui eu que a escolhi – ela me escolheu. E disso eu não tenho dúvidas. Não acredito em destino, nem nada disso. Mas seria tolice minha dizer que eu não nasci com isso. Chamemos de genética, então.
E a primeira “culpada” (de tantas que apresentarei nesse texto) por isso é a minha mãe. Sem dúvidas. Se eu não tivesse nascido com isso, mesmo assim seria apaixonada pelas palavras, porque a minha mãe me ensinou a amá-las antes mesmo de saber lê-las ou escrevê-las. Cresci num lar cheio de amor e carinho – e livros. Paredes cheias. Meu pai (outro culpado) comprou todos que julgou necessário pros seus filhos. E a que vos escreve agora sentia uma leve inveja por seu irmão mais velho (culpado) já saber ler enquanto ela, com 4 (QUATRO!) anos não sabia. O que me fez entrar na escola já sabendo ler. QI alto?! Não. Altos estímulos, isso sim.
Depois disso, a lista de culpados só aumenta. Todas as professoras do José Barbosa (até algumas com quem não tive aula) me fizeram amar aprender, mostrando que conhecimento nunca é demais. No Piqueri que eu descobri a minha área. Incrível como Português sempre foi a matéria que mais fez sentido pra mim – embora não fosse exata. Se sempre tive ótimas professoras de português?! Não. Algumas foram péssimas. Mas me motivaram a aprender por mim mesma, e nem sempre acreditar em tudo que me é dito. Provar a mim mesma o que é certo. Um pouco de contestação sempre é bem vinda.
Ainda nessa fase descobri que meu amor não era só à língua materna. Passei a aprender inglês (em escolas públicas pessimamente, em cursos de idiomas razoavelmente, na escola da vida perfeitamente), espanhol, alemão. Amando todas, a última um pouco mais – por motivos desconhecidos.
Mas depois do ensino médio, fui tomada por um pavor mórbido pela FUVEST, e resolvi seguir a minha vida. Mas temer a FUVEST não diminuía a vontade de continuar aprendendo. Então, depois de alguns anos, com um curso de secretariado, um emprego estável e uma vida encaminhada, eu tinha aquele fogo acesso em mim, sem conseguir contê-lo.
Aí surgem ainda outras culpadas. A amiga do ensino médio que promete nunca te deixar em paz enquanto você não começar a faculdade. A outra que já passou na FUVEST e te incentiva a tentar também. A que (ainda) não fez uma, mas te dá o maior apoio. A psicóloga que te faz tirar uma foto do comprovante de inscrição pra provar que você REALMENTE se inscreveu. Os amigos que te ajudam a estudar. A bibliotecária que separa todos os livros de literatura. Os pais que te levam pra prova. As colegas de trabalho que torcem por você. O irmão que te manda uma mensagem (bem humorada) de conforto. A cunhada que também vai voltar a estudar.
Transformei tudo que poderia parecer cobrança em incentivo e torcida, em palavras de apoio. E fui fazer a maratona de 4 provas – 1 na 1ª fase e 3 na 2ª. E não esperava passar na primeira chamada. Talvez nem na primeira vez que tentasse a FUVEST – já que fui reprovada duas vezes antes de passar na prova do DETRAN. Mas passei.
Passei pra descobrir que eu nunca tinha sonhado em passar na FUVEST. Não. Eu sonhei (e continuo sonhando) em aprender cada vez mais, aumentar meu conhecimento. Quando comecei essa jornada, eu me dei conta que tinha dado o primeiro passo, e não importava mais se eu conseguiria ou não, na primeira vez ou nas outras, na USP ou em qualquer outra Faculdade, eu iria voltar a estudar, porque era isso que eu queria. E capaz de perceber que não tinha mais volta, eu fui presenteada com uma vaga onde eu queria, do jeito que eu queria.
Se tivesse prestado esse vestibular antes, talvez não tivesse conseguido tão fácil (foi relativamente fácil se pensarmos que eu quase não estudei, e terminei o ensino médio há uns bons anos), e provavelmente desistisse depois do primeiro fracasso. Mas eu estava mais motivada que nunca, e tudo deu certo.
Eu gostaria de escrever mais um milhão de linhas pra agradecer a cada um, por nome, por tudo que fizeram e continuarão a fazer por mim. Eu diria que a gratidão que eu sinto não pode ser expressa em palavras, mas acredito que essas tais palavras até que conseguem expressar muita coisa – talvez por isso goste tanto delas…
Pra quem acha que acabou, aviso que só começou. Como disse uma das mais recentes “culpadas”, é mais fácil entrar que sair da Universidade. Eu só dei o primeiro passo. Mas “uma longa viagem começa com um único passo”. – LaoTsé
“A long long way to find the one
We’ll keep on dancing till she comes
These dreams are forever
Oh these dreams are forever
And if you wanna wake the sun
Just keep on marching to the drums
These dreams are forever
Oh these dreams are forever”
Publicado por: ACarla em: 28/01/2012
Siobhan (pronuncia-se ‘Shivon’) Magnus é uma lindona que roubou meu coração participou da nona temporada do American Idol. E terminou em sexto lugar. Mas ela é linda, e é isso que importa pra mim. E agora faremos um post especial nesse blog – todos os outros são ordinários (brinks!) – para essa lindona.
Começando com sua passagem pelo AI, ela foi a responsável por me apresentar esse tipo de reality show na qual agora eu sou viciada. Era uma vez uma Ana Carla que estava estreando sua TV por assinatura e ficava descontroladamente mudando de canal (sempre fiz isso, mesmo quando as opções eram os canais abertos somente), quando vejo isso:
Amor a primeira vista. Eu ainda choro quando vejo essa apresentação, ok?!
Mas eu ainda era uma lesada em relação ao American Idol, então foi muita sorte eu conseguir assistir a próxima apresentação dela. (Vou intercalar vídeos com links, porque senão esse post vai carregar daquele jeito…) Amor só aumentou.
Eu consegui ser ainda mais lesada e perder a apresentação da semana seguinte. Vocês também perderão (a menos que corram atrás), porque não é uma das apresentações mais dignas dela… Ela cantou “When You Believe” da Mariah Carey featuring Whitney Houston, e o problema nem é cantar duas divas clichês em apenas um música, mas essa música ser “When You Believe”, daquele filme da Disney – Príncipe do Egito. É demais pra um pessoa só assimilar…
So, na semana seguinte eu não perdi e foi uma lindeza só. Foi essa lindeza aqui:
Foi lindo e quem falar o contrário é recalcado.
Então eu assisti a eliminação dela (como assim Ana, depois de uma lindeza dessa essa guria foi ELIMINADA?! É crianças, dar essa notícia a vocês dói mais em mim que em vocês, pode ter certeza). E ela repetiu uma das melhores apresentações dela – na opinião de todos.
Só que havia algumas apresentações dela que eu não tinha visto, porque peguei o programa depois da metade. Vamos a elas!
A mais elogiada por (quase) todos.
Aquela meio mais ou menos, sabe?!
(Ai Ana, e estão todas na ordem em que ela cantou no programa?! Óbvio – que não)
Ela saiu do programa e cantou isso num programa qualquer de lá:
E quem a gente manda matar por ela ter que cantar isso FORA do programa, e não na competição AINDA?! É uma nação (quase) inteira, gente, nem vale a pena…
Well, ela cantou 3 músicas na Summer Tour do AI: Paint It Black (até a exaustão, né minha gente?!), Stockholm Syndrome e Spiderwebs. Sem links nem vídeos. Se virem pra ver…
Depois disso ela passou a tocar com sua banda do colégio: Lunar Valve. Esculachem com os caras, eles não tocam nada (de acordo com quase todo mundo que eu conheço que tenha ouvido algo deles), mas ela continuou sendo linda – pra mim. Uma música deles:
Também se focou na carreira solo. O primeiro single não me agradou, mas eu deixo o link aqui mesmo assim.
O segundo single eu já achei mais legal:
Mas essa sou eu… (e quem mais seria, o blog é meu, certo?!)
Well, ela acabou de lançar seu álbum solo, Moonbaby.
E por enquanto é isso, pessoal. Esperemos que ela faça muito sucesso e ganhe muito dinheiro e muitos prêmios e ótimas críticas – ou não.
Publicado por: ACarla em: 28/01/2012
Esse é o tipo de clipe que explica todo o meu amor por esses “homis”. Porque “The Adventures…” é uma música boa com um clipe tosco, e “Monarchy Of Roses” é uma música mais ou menos com um clipe também mais ou menos. Mas “Look Around” é exatamente o que o Red Hot é: puro amor… *-*
Começamos sendo apresentados a 4 espaços distintos que correspondem ao “quarto” de cada um. “Quarto” entre aspas porque o do Chad é um banheiro, o do Anthony é uma sala/cozinha (se tem geladeira é cozinha, nem vem), o do Flea é realmente um quarto e o do Josh é um… Josh já conquistou meu coração e eu não vou entrar em méritos de guitarristas mas QUE PORCARIA DE QUARTO É ESSE, MEU FILHO?! Quando Chad mostra mais personalidade que você nesse quesito é porque algo está muito, MUITO errado…
Anthony com seu pijama de presidiário, Chad de roupão, não vamos nos importar com a roupa do Flea (mais tarde vocês entenderão o porque) e o Josh já se mostrou um sem-personalidade mesmo, so who cares?!
Viram que o Anthony está sem a franja emo?! Só falta arrancar a taturana de estimação que grudou acima da boca…
Temos uma modelete de cabelo colorido pra performar com o Flea, o dog do Anthony (que lindão, não?!), um saco de pancada pro Chad e um abajur pro Josh. Tudo muito coerente, como tudo relativo ao Red Hot, não?!
Também temos um modelete de cabelo rosa pra performar com o Anthony, e não agora no começo do clipe, mas mais lá pro final vocês verão que ela tem uma cara aterrorizante – eu achei. E ela tem que fazer toda uma performance pra sair da geladeira, né?!
O Chad está sentado na privada. Isso mesmo que você acabou de ler.
O Anthony fica mostrando o cachorro por todos os ângulos, como se quisesse vendê-lo – quanto será que ele quer pelo dog?!
Enquanto o Josh não faz nada, o Flea faz tudo.
Ele (o Josh) fica lendo um livro, sentado, como se fosse o clipe de “Meet Me At The Corner”, e não o de “Look Around”, né?! Mas pensando por um instante, não creio que o quarto do John teria mais informação que isso…
Anthony tem o poder de andar pelos quartos.
A modelete cor-de-rosa está pichando o quarto/sala/cozinha do Anthony! E a modelete colorida tá tirando a roupa, mas até aí, o Flea também tá…
E o Josh tá com cara de dor-de-barriga (alguém acode o menino, faz favor?!). O Chad toma banho de roupão… Ainda bem.
Agora vemos o meu filho do Anthony, uma criança linda só por ter o pai que tem. Só por isso mesmo. Com esse cabelo comprido parece mais uma menina um Hanson. E deve ter herdado a personalidade da mãe, porque olha… O pai se matando de tanto pular/dançar, e a criança sentada no sofá. Era pra estar pulando de tal forma que chegasse ao quarto do tio Flea… Pensando melhor, fica sentadinho no sofá mesmo…
Aos 2 minutos – a cara de psicopata da modelete rosa. Eu fiquei com medo. Como deixam a criança com essa ser?! É menos perigoso deixar com o Flea Josh…
Qual é a única alegria de Josh?! Tocar guitarra – porque ele não me parecia feliz lendo livros…
Anthony invadindo os espaços alheios enquanto seu filho permanece sentado no sofá com cara de “o que eu estou fazendo aqui?!” . DNA nessa criança, Anthony, por favor…
Eu devo ter assistido a esse clipe um zilhão de vezes antes de fazer essa resenha, mas só dessa vez (em que eu vou parando pra prestar atenção aos detalhes) que eu notei que o Anthony troca de calça no final do clipe – não na nossa frente, parece mais um erro sequencial, em uma cena ele está com a calça do uniforme presidiário e na outra ele está com uma calça pior ainda – se é que isso é possível…
Apesar de tudo, Josh já ganhou um lugar no meu coração, pois eu achei-o lindinho nesse clipe. Tá que ele consegue ganhar do Chad em ser “Who?!” na banda, mas até aí… Chad também já mora no meu coração, porque se 20 anos de banda não fizerem isso por ele, não sei o que mais fará…
As luzes se apagam e todos somem. Fim.
Se o clipe tem mais coisas a serem comentadas?! Claro que tem! Mas eu sou uma só, e esse post também é pra ser um só, então a gente termina por aqui…